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POLÍTICOS ULTRAPASSADOS DO SERIDÓ.

segunda-feira, 1 de março de 2010

joao-003Não trabalho com marketing eleitoral ou político, mas tenho a percepção suficiente para entender o comportamento de determinadas figuras seridoenses e quais as intenções que estão por trás da construção de sua imagem política. No livro “A República” o filósofo Platão diz que: “a sociedade almeja um político ideal para governar e agir para que haja uma sociedade ideal”.  O quê seria “o político ideal”, no qual o povo pudesse depositar sua confiança? Seria aquele que possui boas intenções, de espírito público, e consciência de sua responsabilidade com a coisa pública? Ou Aquele que se dedica ao bem coletivo, cooperando com suas ações para obter mudanças que produzam uma sociedade melhor, mais justa e mais humana? Ou será ainda aquela pessoa consciente da missão transformadora que seu trabalho exige, realizando ações como agente de mudanças da sociedade par acabar com paradigmas que os políticos tradicionais criaram?

Todos, com certeza são adjetivos de um bom político. Mas, aqui no seridó, estamos acostumados a ver, um tipo que não consegue se desvincular da época do radicalismo que alienava o eleitor; que fazia com que as pessoas enxergassem a política como se existissem apenas dois lados. Que incitava um lado a brigar, insultar e perseguir o outro lado. Mas, isto não é saudosismo, folclore do tempo de Aluízio Alves e Dinarte Mariz? Pode ser, mas não é o que estamos vendo nas eleições atuais. É ridículo um homem público seridoense se utilizar da mídia para dizer que o eleitor do verde não vota no vermelho e vice-versa, que Bacurau fica de um lado e Vira-tripa do outro. É inaceitável esse tipo de comportamento, é analfabetismo político. O momento é outro, não é mais possível convencer o povo seridoense com tanta besteira.

Resta, a cada eleitor, a esperança de que sua escolha seja acertada, retirando do cenário político aqueles que já demonstraram com suas ações que não correspondem mais o desejo da sociedade seridoense. É preciso combater esse tipo de atitude, e o bom combate é através do voto. Com o poder do voto, pode-se eleger, ou reeleger, aquele representante pró-ativo, que realmente demonstre capacidade de atender aos anseios sociais. Que entenda que a sociedade mudou, e que nesta mudança não há mais espaço para o saudosismo rancoroso.  

 

Texto: João Maria Cavalcanti – Mediador

 

O que você acha dos políticos saudosistas?

SENADO FEDERAL: UM MAR DE LAMAS.

quarta-feira, 17 de junho de 2009

senadoEstou de volta. Mesmo que não tenha concluído todas as tarefas que me dispus a fazer. Mas, com o escândalo que está ocorrendo no Senado Federal, não dar para vê “isso tudo acontecendo e eu aqui na praça dando milho aos Pombos”, como dizia o velho Zé Geraldo. O que seria um ato confidencial? Aliás, um ato secreto? Por definição seria a mesma coisa. Vamos definir a palavra secreto para tirar algumas conclusões. Segundo o Aurélio: “secreto é o que deve ser conhecido apenas por um número limitado de pessoas; restrito a um domínio reservado; impenetrável, em virtude do mistério que o cerca”. Então, é neste ambiente de muitas incertezas e mistérios que o Senado da República está editando atos administrativos.

O que levaria o senado, que é a Casa do Povo, a precisar se utilizar deste expediente para editar centenas de atos secretos? O que estaria blindando com tanta obscuridade, as atitudes do senado, a ponto de colocar a credibilidade da democracia brasileira sob suspeita? A Constituição Brasileira, neste caso, é clara nos seus Princípios básicos da administração. Essencialmente o ato editado por um ente público tem que atender ao princípio da publicidade. A violação deste princípio inibe a edição do ato. Outro aspecto do princípio da publicidade diz respeito à exigência de transparência da atividade administrativa. É inconcebível para democracia brasileira a existência de atos secretos ou confidenciais. “Isso tudo acontecendo……”

Dar a entender que cada vez que o senado se mobiliza para recuperar sua credibilidade, para não chegar ao fundo do poço, caminha em sua direção aumentando a profundidade do poço. O Presidente do Senado usa a tribuna para dizer que esta crise não é dele, e sim do senado, é algo que nem ele mesmo estava sabendo o que dizia. Olhe que isto está acontecendo durante o seu terceiro mandato. Gerenciar um orçamento anual de 2 bilhões de reais sem ter conhecimento de edições de atos secretos que beneficiam o próprio presidente, é algo inaceitável. Ou então ele não sabia das nomeações da sua família e dos amigos, como do auxílio moradia que recebia na sua conta, mesmo tendo a residência do senado pra morar. Não sabia de todas as diretorias que ele mesmo criou para beneficiar amigos e correligionários. O próximo ano tem eleições para o senado e nós estamos discutindo quem são os senadores que serão reeleitos. É este mesmo o debate que deve prevalecer? Não existem alternativas?   

Texto: João Maria Cavalcanti - Mediador

Perguntar o quê?

PROPOSTA DE REFORMA POLÍTICA - II.

sábado, 9 de maio de 2009

Congresso Nacional
Congresso Nacional

O debate continua. Agora discutiremos outro ponto polêmico da proposta de Reforma Política, que é o Financiamento Público de Campanha. Este ponto da proposta será também amplamente debatido, se a sociedade tiver oportunidade de fazê-lo, mas pode ser que não seja dada esta oportunidade pelo Congresso. Depende de como ela vai tramitar lá dentro, das intenções dos parlamentares. A proposta que foi apresentada vem revestida de forma angelical, de que o financiamento público vai dar igualdade de oportunidades aos candidatos e que vai acabar com o conhecido caixa dois. O que não é verdade, o financiamento público vai mesmo é oficializar a retirada de dinheiro público para dar aos partidos políticos e estes repassarem a seus candidatos.

De acordo com a sociedade brasileira, esta proposta é letra morta, uma vez que a pesquisa realizada em 2008 apontou que 74% dos brasileiros entrevistados eram contra o voto em lista e 75% contra o financiamento público da campanha. Se os parlamentares insistirem em aprovar uma proposta de mudança das regras políticas em que o povo brasileiro já desaprovou, é um risco que eles vão ter que passar e poderão pagar muito caro na próxima eleição. A representação política cai por água abaixo. Um Congresso desconectado com as vontades dos seus eleitores, não é um Congresso representado, é a vontade política daqueles que querem continuar, sem o desejo da maioria. Ao invés de melhorar acaba piorando a tão arranhada imagem da classe política brasileira.

Uma coisa eu não tenho dúvida, esta reforma política vai prejudicar os bons políticos, os homens sérios que ainda restam no Congresso. Essa turma que faz farra com passagens aéreas, com verbas indenizatórias, com notas fiscais sem comprovantes, que não têm nenhum respeito por seus eleitores, do tipo daquele parlamentar que está “se lixando para a opinião pública”, pretende nivelar por baixo os políticos que ainda honram o Mandato Parlamentar e continuar jogando todos os dias o Congresso Nacional na lama. Aprovar esta proposta, sem um amplo debate nacional dos pontos mais polêmicos, é um golpe político no povo brasileiro.

Texto: João Maria Cavalcanti - Mediador

Pergunta:

O que você acha da proposta de Reforma Política? Seu Deputado é a favor ou contra essa proposta?

PROPOSTA DE REFORMA POLÍTICA - I.

sábado, 9 de maio de 2009

Congresso NacionalEstá lançado o debate, os políticos tradicionais estão se preparando para dar mais um golpe nos pobres eleitores brasileiros. Como se não bastasse a farra que fizeram com as passagens aéreas, gastos de gabinetes sem prestação de contas, os senhores parlamentares estão querendo empurrar de goela abaixo do cidadão brasileiro, um Projeto de Reforma Política do tempo em a eleição do administrador público era decidida numa lista tríplice. Essa proposta de votar numa lista de candidatos só pode ser mais uma piada de mau gosto.

O cidadão brasileiro, que já é obrigado a votar, não vai poder mais escolher o seu candidato a Deputado Federal, Estadual ou Vereador se essa proposta passar no Congresso. Ele vai ter que votar numa lista, onde só vai aparecer aquele candidato que é de confiança do presidente do partido, candidato a reeleição, ou aquele candidato que é “puxador de votos”. Esse candidato, todos eles querem. Isto sem contar que você vai ser obrigado a votar em candidato recheado de processos penais, ladrão dos cofres públicos e todos aqueles que têm contas a acertar com a justiça. Esses se escondem sob o manto da democracia, misturado aos bons políticos para enganar o povo brasileiro. Ora, se nós, pobres eleitores, não acompanhamos o mandato de nosso parlamentar, imagine como será se essa reforma passar, onde o eleito não terá nenhum compromisso com o eleitor.

A intenção desta proposta, certamente, é para impedir a renovação do Congresso, que a cada eleição representa um número muito elevado de deputados que não se reelegem. O voto em lista vai impedir essa renovação, uma vez que os deputados são candidatos naturais e todos os outros candidatos irão trabalhar para reelegê-lo, isto é óbvio. Lembro-me agora da frase famosa do presidente Lula: “nunca na história deste país”…., o Congresso Nacional esteve tão sujo.  A aprovação desta proposta macula o Congresso Nacional mais uma vez, mas é a garantia de reeleição desses políticos que não tem quase, ou nenhuma ação parlamentar para apresentar a seus eleitores. A certeza de que irão voltar ao cenário político fará com que, através de um acordo de cavalheiros, eles aprovem essa proposta.  

Texto: João Maria Cavalcanti - Mediador

Pergunta:

O que você acha da proposta de Reforma Política? Seu Deputado é a favor ou contra essa proposta?

A FARRA DAS PASSAGENS AÉREAS.

quinta-feira, 23 de abril de 2009

Congresso NacionalO escândalo do uso irregular de passagens aéreas por deputados e senadores maculou novamente o Congresso Nacional. Os parlamentares usam suas cotas de bilhetes para distribuir a parentes, namoradas, amigos e até artistas — caso de Fábio Faria, que deu suas passagens para ex-namorada Adriane Galisteu, sua mãe, entre outros. A crise de identidade da Câmara se aprofundou entre os parlamentares após a farra das passagens aéreas, pagas com dinheiro público, ultrapassando a esfera da falta de ética para a ilegalidade pública.

O que está acontecendo com o Congresso? É uma crise atrás da outra, será que vale a pena perguntar? Será que teremos uma resposta convincente para justificar nossa indignação? O pior é que esta nova crise, palavra banalizada por todos, nos dá a sensação mais uma vez de impotência diante da perplexidade do fato e não mais a versão sobre os fatos. A única explicação para essas enxurradas de escândalos no congresso é que os parlamentares querem nos humilhar, acabar com nossas esperanças na democracia. Envergonhar seus eleitores diante da grande mídia nacional passou a ser uma prática comum entre eles.

São tantas as mordomias que acabamos ficando escandalizados com os excessos cometidos e não mensuramos o valor das mordomias garantidas por lei: verbas indenizatórias; notas fiscais sem comprovante; passagens de artistas famosos para orgias carnavalescas; celulares onde o céu é o limite, etc. E não deve parar por ai, logo aparecerá outro escândalo. Eu pergunto ao nobre deputado das passagens famosas, se ele não fica constrangido diante desse escândalo? Acredito que não, foi eleito pra isso, para o sucesso. Que vergonha o povo do RN está passando neste momento. Primeiro gozaram com nossa cara em eleger um deputado global. Agora, constatada a gozação, estamos pagando pela má escolha que fizemos.  

Por que me incluo e digo nós? Porque somos todos criadores da causa desse problema, por absoluta falta de prática democrática. Somos os culpados pela incapacidade dos deputados e senadores raciocinarem diante da insensatez democrática. Ficamos inertes diante da agressividade ao erário público. Somos omissos, na medida em que, nada fazemos para esclarecer o povo, quando percebemos que na intenção política de determinadas candidaturas, têm o objetivo principal de comprar um mandato parlamentar.

Acredito que para barrar esse tipo de abuso dos parlamentares, será necessário trazer de volta a ordem do dia, o debate sobre a aplicação da Lei, que tipifica como crime no Código Eleitoral, quem vende o seu direito de cidadania, o direito ao voto, ou dele tira vantagem. Mas, ainda é muito insipiente esse debate. Esta conscientização é necessária, pois parte da população condena a corrupção dos políticos, ao mesmo tempo em que dela participa ao aceitar ou solicitar vantagens. A atividade do corruptor é fomentada pela indiferença ou conivência do eleitor.

Texto: João Maria Cavalcanti - Mediador

Como você se comporta diante deste cenário?

Pergunta:

 

ACOMPANHE A ATUAÇÃO PARLAMENTAR DOS DEPUTADOS FEDERAIS.

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

A Câmara dos Deputados disponibilizou o serviço Acompanhe seu Deputado, no qual o cidadão interessado poderá receber todas as informações sobre a atuação de um ou mais parlamentares. De acordo com a presidência da Casa, o objetivo do canal é tornar a Câmara mais transparente para a população. O cidadão poderá receber quinzenalmente, por e-mail, as informações de interesse de seu parlamentar naquele período, incluindo discursos e pronunciamentos, presença, etc. Como o deputado se posicionou nas votações do plenário e das comissões, projetos de lei e outras propostas que tenha sugerido, além de relatórios que apresentou sobre outras proposições. Para utilizar o serviço é preciso se cadastrar. O cadastro é feito no Portal da Câmara (www.camara.gov.br), através dos links Deputados ou Transparência. Depois, é só selecionar o deputado que quer acompanhar e preencher os dados pessoais. Muita gente não se lembra em quem votou na última eleição para deputado federal.

Matéria informativa: João Maria Cavalcanti

Pergunta:

 

Você sabe como anda o mandato do Deputado Federal que você votou?