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POLÍTICOS ULTRAPASSADOS DO SERIDÓ.

1 de março de 2010

joao-003Não trabalho com marketing eleitoral ou político, mas tenho a percepção suficiente para entender o comportamento de determinadas figuras seridoenses e quais as intenções que estão por trás da construção de sua imagem política. No livro “A República” o filósofo Platão diz que: “a sociedade almeja um político ideal para governar e agir para que haja uma sociedade ideal”.  O quê seria “o político ideal”, no qual o povo pudesse depositar sua confiança? Seria aquele que possui boas intenções, de espírito público, e consciência de sua responsabilidade com a coisa pública? Ou Aquele que se dedica ao bem coletivo, cooperando com suas ações para obter mudanças que produzam uma sociedade melhor, mais justa e mais humana? Ou será ainda aquela pessoa consciente da missão transformadora que seu trabalho exige, realizando ações como agente de mudanças da sociedade par acabar com paradigmas que os políticos tradicionais criaram?

Todos, com certeza são adjetivos de um bom político. Mas, aqui no seridó, estamos acostumados a ver, um tipo que não consegue se desvincular da época do radicalismo que alienava o eleitor; que fazia com que as pessoas enxergassem a política como se existissem apenas dois lados. Que incitava um lado a brigar, insultar e perseguir o outro lado. Mas, isto não é saudosismo, folclore do tempo de Aluízio Alves e Dinarte Mariz? Pode ser, mas não é o que estamos vendo nas eleições atuais. É ridículo um homem público seridoense se utilizar da mídia para dizer que o eleitor do verde não vota no vermelho e vice-versa, que Bacurau fica de um lado e Vira-tripa do outro. É inaceitável esse tipo de comportamento, é analfabetismo político. O momento é outro, não é mais possível convencer o povo seridoense com tanta besteira.

Resta, a cada eleitor, a esperança de que sua escolha seja acertada, retirando do cenário político aqueles que já demonstraram com suas ações que não correspondem mais o desejo da sociedade seridoense. É preciso combater esse tipo de atitude, e o bom combate é através do voto. Com o poder do voto, pode-se eleger, ou reeleger, aquele representante pró-ativo, que realmente demonstre capacidade de atender aos anseios sociais. Que entenda que a sociedade mudou, e que nesta mudança não há mais espaço para o saudosismo rancoroso.  

 

Texto: João Maria Cavalcanti – Mediador

 

O que você acha dos políticos saudosistas?

GRIPE INFLUENZA A – UMA RESPONSABILIDADE DO ESTADO.

10 de dezembro de 2009

gripe-h1n1“Está tudo pronto, para o maior carnaval fora de época do mundo, o nosso CARNATAL, a Prefeitura já preparou toda infra-estrutura para receber os foliões que irão participar do evento”. Foram essas as palavras que a Prefeita de Natal, abriu seu blog para dar as boas vindas aos foliões do Carnatal, aos turistas que chegavam à cidade. Sempre brinquei o Carnatal, acho uma boa festa, tira o estresse de qualquer um, mas este ano não tive coragem, pois tinha conhecimento dos riscos que o iria passar diante da iminência de uma pandemia da Gripe Influenza A, conforme insistentes alertas das maiores autoridades de saúde do estado.    

É bom lembrar que há entendimento jurídico de que a administração Pública gera responsabilidade objetiva ou subjetiva, entendendo-se como tal a possibilidade de dano que o cidadão pode sofrer em decorrência da atividade normal ou anormal do Estado. Isto é, sendo objetiva, toda lesão sofrida pelo cidadão deve ser ressarcida, independente de culpa do agente público que causou. Entretanto, é competência do Estado exercer sua atividade administrativa, mesmo quando perigosa ou arriscada, com absoluta segurança, de modo a não causar dano a ninguém. Para Celso Antônio Bandeira de Melo a responsabilidade da administração é subjetiva sempre que o dano decorrer de uma omissão do Estado. Entendendo que o Estado pratica ato ilícito por omissão, quando deixa de fazer o que tinha o dever de fazer. No caso do Carnatal, o Estado pode ter cometido uma omissão específica, uma vez que havia uma situação propícia para a ocorrência de uma pandemia de Gripe A (H1N1), e o Estado tinha o dever de agir para impedir o evento e não o fez.

Vê-se que houve uma total irresponsabilidade por parte da Prefeitura de Natal em permitir a realização de um evento, onde o risco de contaminação pelo Vírus H1N1 era muito alto, devido ao aglomerado de pessoas. Só teremos condições de saber se houve realmente essa omissão daqui a alguns dias, mas não há nenhuma dúvida que as autoridades municipais e estaduais foram avisadas com antecedência sobre o risco, por especialistas na área de saúde. Quem teve algum problema de saúde, durante o período do Carnatal, e precisou ir ao Proto-Socorro, sabe do que estou escrevendo e do risco que a população passou pela atitude irresponsável das autoridades. A realidade está sendo mascarada, os dados não estão sendo revelados. Cadê aquele controle que o Estado tinha quando ocorreram as primeiras contaminações? Parece que a gripe foi socializada, não existe nenhum controle sobre a transmissão do Vírus. Estamos todos à mercê da incompetência do Estado.          

Texto: João Maria Cavalcanti – Mediador

 

O que você acha da responsabilidade do Estado com a Gripe A?

GARGALOS DE NATAL I: PROJETO VIA LIVRE.

2 de dezembro de 2009

 

Av. São José-Norte

Av. São José-Norte

Sempre tive vontade de apontar alguns gargalos existentes em Natal, principalmente quando se trata de emitir opinião sobre projetos que estão sendo implantandos nesta administração.  Entendendo que, esta atitude é tão somente no desejo de contribuir para melhorar a qualidade de vida do cidadão natalense. Mas, para emitir opinião é preciso entender que a finalidade da administração pública é o bem comum da coletividade, como dizia o doutrinador de Direito

Administrativo, o Jurista Hely Lopes Meirelles. Isto eu tenho consciência, como também,  entendo que para ser um bom gestor, seja ele público ou privado, sua maior tarefa é fazer a coisa certa. É fazer mais e melhor, com menos custos e maior eficiência, objetivando atingir a eficácia do serviço prestado.   

 

Av. São José-Sul

Av. São José-Sul

A tomada de decisão de um Gestor Público sobre um projeto que vai impactar a dinâmica da vida do cidadão, deve ser precedida de estudos de impactos sociais que a medida irar provocar. Proibir estacionamentos nas Avenidas Romualdo Galvão, São José e Jaguarari, em especial, na Av. São José que é eminentemente de serviço e de comércio, foi uma decisão unilateral que não exigiu nenhum recurso de inteligência para fazê-la. Qual foi o ato de eficiência nesta medida com vistas a eficácia da ação? Nenhum, da forma como foi executada, o gestor simplesmente limpou as avenidas para a passagem dos automóveis e transferiu o problema para as ruas adjacentes. O maior desafio seria exatamente o contrário: evitar que a vizinhança seja penalizada com os efeitos do projeto implementado.

 

 

Av. Lima e Silva

Av. Lima e Silva

Minha interferência é no sentido de perguntar se não é possível conciliar com todos, um período do dia em que possa ser liberado, o estacionamento, nos horários de contra-fluxo. A avenida sem fluxo de automóveis, nesses horários, como mostra as fotos, comprova que esta ação pode ser melhorada, ou aperfeiçoada, uma vez que está ociosa, e trás insatisfação aos moradores dos arredores dessas avenidas. Para mim, esta seria a medida certa que poderia ser tomada para resolver os transtornos que o Projeto Via Livre trouxe a vizinhança. Decisão unilateral, sem discussão com as partes interessadas, é uma prerrogativa da administração pública, mas para tratar de contrato de serviço público, o que não é objeto deste debate.        

  

Texto: João Maria Cavalcanti – Mediador 

Fotos: cruzamento da Avenida São José com a Avenida Lima e Silva, às 14:30h

O Projeto Via Livre é uma boa ação administrativa?

HÁ ANOS JARDIM DE PIRANHAS-RN AGONIZA POR UM PLANO DIRETOR.

24 de outubro de 2009

joao-maria2Terminei o artigo de conclusão do curso de Gestão Pública Municipal, graças a Deus, foram quatro anos de muito trabalho e dedicação aos estudos. Mas, estou fazendo apenas o que minha Vó ensinou: “…que o estudo é o caminho mais curto para se vencer na vida”. Por isso, continuo em busca de mais conhecimento. Como toda promessa é dívida, e sendo o artigo de interesse de todos, estou disponibilizando para leitura. O que é muito bom, pois faz parte do controle social fiscalizar as ações dos administradores públicos, e é dever da sociedade exercitar esta tarefa. Entretanto, podem surgir algumas críticas ao seu conteúdo, mas serão bem vindas. Não tenho nenhum receio de críticas, muito pelo contrário, a luz quanto mais se eleva mais ilumina, o debate, quanto mais aprofunda a idéia, mais se eleva.

O artigo é simples e de fácil compreensão, basta ter um pouco de paciência para ler, pois é composto de 20 paginas de pesquisas e relatos. Nele, destacamos que a mobilidade urbana é o grande desafio do século XXI, que a maior tarefa do gestor público e do poder legislativo é implementar, no município, uma Lei que trate da ordenação do uso e ocupação do solo urbano, priorizando que a cidade deve cumprir sua função social. O texto mostra também que o Plano Diretor, é o instrumento básico de gestão política, exigido pela Lei 10.257/01, denominada Estatuto da Cidade que precisa ser urgentemente aprovado. De maneira que, o artigo ousou em destacar que a obrigatoriedade do dispositivo que trata da aprovação do Plano Diretor, não está sendo cumprido em Jardim de Piranhas.

A inexistência desta lei contribuiu para que a cidade sofresse um impacto negativo ao meio ambiente devido à implantação da indústria têxtil no município. A falta de sensibilidade política dos administradores à época proporcionou para que a cidade não fosse planejada para os problemas destacados no texto. Por fim, o artigo enfatiza que o desenvolvimento econômico da cidade impactou no planejamento urbano de forma desordenada, permitindo o aparecimento de sérios problemas de mobilidade urbana, com a conseqüente quebra do meio ambiente equilibrado, e a contaminação do leito do Rio Piranhas pela falta de saneamento básico.

Texto: João Maria Cavalcanti.

Pergunta:

Como será Jardim de Piranhas no futuro sem um Plano Diretor?

Leia o Artigo

RECICLAGEM DE ENTULHO: SOLUÇÃO SOCIAL PARA A DEMOLIÇÃO DO MACHADÃO.

20 de outubro de 2009

Projeto Copa 2014O crescimento populacional, o desenvolvimento econômico e a utilização de tecnologia inadequada têm contribuído para a geração de grandes quantidades de resíduos de materiais de construção (entulho) em todos os grandes centros urbanos. Isto vem causando sérios impactos ambientais, sociais e econômicos nessas regiões, além de contribuir para redução da qualidade de vida da população e aumento do custo social, o que certamente compromete o conceito de cidade ambientalmente sustentável. O que isto tem haver com a Copa de 2014? Por que esse tipo de empreendimento passou a ser visto, nos últimos tempos, como sinônimo de desenvolvimento econômico e social em todo mundo?

Em Natal, esse tema é bastante motivador para o debate. Vejo que a dúvida sobre a possibilidade de Natal sediar a copa de 2014, já não existe mais, mas a discussão sobre a demolição do Machadão, Machadinho e Centro Administrativo para dar lugar ao futuro empreendimento, ainda pode render um bom debate. Por que não aproveitar a oportunidade e levar a discussão para uma esfera mais lógica, mais racional, dentro do campo de políticas públicas? Se é factível a demolição, a contribuição que poderá ser dada é no sentido de debater o tema para o aproveitamento da matéria, com vistas ao benefício social. A utilização do entulho reciclado para a construção de casas populares, beneficiando a população de baixa renda será talvez, uma das melhores soluções que apontaria para sua destinação.

A idéia central seria implantar um Plano de Gestão de Entulho da Região Metropolitana de Natal, construindo Usina de Reciclagem, com o objetivo inicial de reciclar todo o material gerado pela demolição/construção do empreendimento da Copa 2014. Sendo que a importância maior do projeto é promover a inclusão social por meio da geração do trabalho, emprego e renda para populações excluídas do mercado a partir do aproveitamento do entulho produzido no empreendimento. Apontaria também como solução para o segundo momento do Projeto, a reciclagem do material produzido pela construção civil na cidade de Natal. Hoje, com a contribuição de carroceiros, a maior parte dos restos de construção, e ou demolição está sendo jogada em áreas impróprias - como praças, vias públicas e terrenos vazios. A iniciativa além de incentivar e educar a sociedade a descartar adequadamente o entulho produzido, contribui para a melhoria do sistema de coleta e o equilíbrio do meio ambiente.

Texto: Eng. João Maria Cavalcanti – Presidente do Inec.

O que você acha deste Projeto, como solução para a demolição do Machadão/Machadinho/Centro Administrativo?

NATAL – SEDE DA COPA 2014.

30 de junho de 2009

natalNatal, para muitos é associada a belezas naturais, passeio de buggies, camarões e belas praias. Lindas paisagens compostas por muitas dunas e áreas verdes, cultura potiguar e um artesanato de fazer inveja a qualquer turista. Sua diversidade culinária local também é um grande diferencial que conquista turistas de diferentes partes do Brasil e do mundo. Para visitantes estrangeiros, Natal pode ser uma das melhores opções de chegada ao Brasil, pois além de ser o ponto mais próximo do continente africano, têm um povo acolhedor e muito hospitaleiro. É este cenário que contribuiu para que Natal fosse escolhida juntamente com 12 capitais brasileiras a sediar os jogos da Copa do Mundo de Futebol de 2014. Uma comitiva da Fifa/CBF percorreu as 17 cidades candidatas a sub-sedes dos jogos, avaliando as condições de aeroportos, hospedagem e mobilidade urbana, que hoje é considerado um dos maiores problemas do Brasil e encontrou em Natal a potencialidade desejada para a implementação do projeto da Copa.  

O projeto da arena que foi entregue à Fifa e à Confederação Brasileira de Futebol (CBF) prevê a reurbanização do local onde atualmente está localizado o Machadão e o Centro Administrativo, com a implantação da nova arena para os jogos e de um complexo formado por uma arena multiuso, hotéis, teatro, estacionamento para seis mil veículos, prédios comerciais e um shopping center, além dos Centros Administrativos do Estado e do Município. Orçada em R$ 300 milhões, a “Arena das Dunas” terá capacidade para 45 mil torcedores e atende a todas as normas de segurança, acessibilidade, localização e infra-estrutura. O projeto está sendo elaborado pela HOK SVE – um dos maiores escritórios de arquitetura de arenas dos Estados Unidos.

Esses são dados extraídos de pesquisas. Entretanto, ainda pode-se debater este assunto que está na Ordem do Dia de todos os cantos de Natal. O presidente do Crea-RN, Adalberto Pessoa  deu sua contribuição. Convocou todos os profissionais da engenharia e da Arquitetura para debaterem, juntos, o assunto. O que não se pode arriscar é fazer um juízo de valor antecipado do empreendimento e seus impactos ambientais. Acredito que o grande debate deverá girar em torno dos impactos positivos que este projeto poderá trazer para Natal e o RN.  Fazer qualquer conjectura negativa seria arriscar debater um assunto que ainda desconhecemos.

Lembro das discussões sobre a implantação do Midway. Quem em Natal não arriscou um comentário que o projeto iria impactar toda aquela região do Shoping e que o trânsito iria ficar um caos? Não tenho dúvida de que este projeto será um grande avanço na engenharia do RN, assim como, deverá trazer um grande volume de recursos financeiros externos para sua execução. Há pouco tempo, por incompetência do Estado e do Município, e principalmente, por falta de iniciativa de entidades representativas das categorias profissionais em abrir o debate, o mercado da construção civil perdeu essa fatia de investimento do capital externo e esta será uma ótima oportunidade para voltarmos a trabalhar para esse mercado.    

Texto: João Maria Cavalcanti – Presidente do Inec – Inst. Norte-rio-grandense de Eng. Civis.

O que você acha deste projeto? Quais os impactos que trará a Natal?

 

DADOS PARA O DEBATE;

Defesa do Projeto, segundo dados do governo:

A) INFRAESTRUTURA

Hospedagem – Natal possui 26 mil leitos, número bem superior aos 15 mil leitos exigidos pela Fifa/CBF. A rede hoteleira da cidade é tida como uma das melhores do Nordeste e do País, tanto que a Match, empresa que trabalha para a Fifa/CBF já bloqueou as diárias dos principais hotéis da cidade para o período da Copa 2014.

Energia – O Rio Grande do Norte é um dos poucos estados do país que em 2014 terá auto-suficiência em energia elétrica, e não dependerá da produção de energia de outros estados do país.

Localização – É o ponto do Brasil mais próximo da Europa e África, e ponto estratégico para desembarque de americanos.

Aeroportos – O aeroporto Augusto Severo será ampliado para receber mais de 2 milhões de passageiros por ano, e em 2014, já estará em funcionamento o Aeroporto de São Gonçalo do Amarante, o maior aeroporto de cargas e passageiros da América Latina.

 

O Rio Grande do Norte contratou as melhores e maiores empresas de consultoria e projetos do mundo para elaborar seus projetos. E já possui um grupo de investidores considerável com tradição em investimentos em eventos esportivos e todo o mundo (ver relação abaixo).

B) CONSULTORES

Price White HouseCoopers – Maior empresa de prestação de serviços do mundo (Inglesa).

HOK SVE – maior escritório de arquitetura de estádios e arenas dos Estados Unidos. Em seu currículo mais de 50 estádios de futebol em todo o mundo, entre esses a reconstrução de Wenbley (Ingraterra).

Coutinho, Diegues, Cordeiro – Escritório de arquitetura carioca especializada em grandes projetos, com 15 anos de experiência em projetos de áreas esportivas e projetos multiuso.

Buro Happold – Maior empresa americana de estrutura de cobertura de arenas esportivas.

Koch Tavares – Grande empresa de promoção de eventos esportivos. Em seu currículo o campeonato mundial de futebol de areia.

C) INVESTIDORES

Acciona – Umas três maiores construtoras da Espanha.

Lusoarenas – Empresa do banco português Espírito Santo que é especializada em gestão de arenas esportivas.

Serveng-Civilsan – Construtora paulista com mais de 50 anos de mercado.

Bouygues – Construtora francesa que em seu currículo possui o Parque Del France (em Paris) e participou da construção do Ninho dos Pássaros na China

Salamanca Management – Fundo de investimento Inglês

Valora – Empresa brasileira especializada na montagem de PPPs

SENADO FEDERAL: UM MAR DE LAMAS.

17 de junho de 2009

senadoEstou de volta. Mesmo que não tenha concluído todas as tarefas que me dispus a fazer. Mas, com o escândalo que está ocorrendo no Senado Federal, não dar para vê “isso tudo acontecendo e eu aqui na praça dando milho aos Pombos”, como dizia o velho Zé Geraldo. O que seria um ato confidencial? Aliás, um ato secreto? Por definição seria a mesma coisa. Vamos definir a palavra secreto para tirar algumas conclusões. Segundo o Aurélio: “secreto é o que deve ser conhecido apenas por um número limitado de pessoas; restrito a um domínio reservado; impenetrável, em virtude do mistério que o cerca”. Então, é neste ambiente de muitas incertezas e mistérios que o Senado da República está editando atos administrativos.

O que levaria o senado, que é a Casa do Povo, a precisar se utilizar deste expediente para editar centenas de atos secretos? O que estaria blindando com tanta obscuridade, as atitudes do senado, a ponto de colocar a credibilidade da democracia brasileira sob suspeita? A Constituição Brasileira, neste caso, é clara nos seus Princípios básicos da administração. Essencialmente o ato editado por um ente público tem que atender ao princípio da publicidade. A violação deste princípio inibe a edição do ato. Outro aspecto do princípio da publicidade diz respeito à exigência de transparência da atividade administrativa. É inconcebível para democracia brasileira a existência de atos secretos ou confidenciais. “Isso tudo acontecendo……”

Dar a entender que cada vez que o senado se mobiliza para recuperar sua credibilidade, para não chegar ao fundo do poço, caminha em sua direção aumentando a profundidade do poço. O Presidente do Senado usa a tribuna para dizer que esta crise não é dele, e sim do senado, é algo que nem ele mesmo estava sabendo o que dizia. Olhe que isto está acontecendo durante o seu terceiro mandato. Gerenciar um orçamento anual de 2 bilhões de reais sem ter conhecimento de edições de atos secretos que beneficiam o próprio presidente, é algo inaceitável. Ou então ele não sabia das nomeações da sua família e dos amigos, como do auxílio moradia que recebia na sua conta, mesmo tendo a residência do senado pra morar. Não sabia de todas as diretorias que ele mesmo criou para beneficiar amigos e correligionários. O próximo ano tem eleições para o senado e nós estamos discutindo quem são os senadores que serão reeleitos. É este mesmo o debate que deve prevalecer? Não existem alternativas?   

Texto: João Maria Cavalcanti - Mediador

Perguntar o quê?

DESCULPAS AOS LEITORES.

21 de maio de 2009

desculpasPeço desculpas aos leitores por não estar atualizando os textos nos prazos prometidos, pois estou envolvido na conclusão do Projeto de Monografia do curso de pós-graduação: Administração Pública e Gerência de Cidades. Além da monografia, estou também fazendo o artigo de conclusão do curso de graduação: Gestão Pública Municipal. Tudo isto, sem contar com os compromissos do trabalho. Mas, quando terminar a tarefa do artigo, que será no final do próximo mês (06/2009), prometo retomar os textos referenciais para o debate, de forma ainda mais incisiva. O Tema do artigo é: Os Impactos da Indústria Têxtil no Planejamento Urbano de Jardim de Piranhas. Quando concluir o artigo, e este, tiver sido analisado pela Banca Examinadora da Faculdade, colocarei a disposição dos leitores deste blog. Se tiver alguma contribuição ao artigo, recebo até o dia 30 deste mês. Peço para não desistirem de mim, ou seja, do Blog.

Obrigado a todos,

João Maria Cavalcanti - Mediador.

PROPOSTA DE REFORMA POLÍTICA - II.

9 de maio de 2009

Congresso Nacional
Congresso Nacional

O debate continua. Agora discutiremos outro ponto polêmico da proposta de Reforma Política, que é o Financiamento Público de Campanha. Este ponto da proposta será também amplamente debatido, se a sociedade tiver oportunidade de fazê-lo, mas pode ser que não seja dada esta oportunidade pelo Congresso. Depende de como ela vai tramitar lá dentro, das intenções dos parlamentares. A proposta que foi apresentada vem revestida de forma angelical, de que o financiamento público vai dar igualdade de oportunidades aos candidatos e que vai acabar com o conhecido caixa dois. O que não é verdade, o financiamento público vai mesmo é oficializar a retirada de dinheiro público para dar aos partidos políticos e estes repassarem a seus candidatos.

De acordo com a sociedade brasileira, esta proposta é letra morta, uma vez que a pesquisa realizada em 2008 apontou que 74% dos brasileiros entrevistados eram contra o voto em lista e 75% contra o financiamento público da campanha. Se os parlamentares insistirem em aprovar uma proposta de mudança das regras políticas em que o povo brasileiro já desaprovou, é um risco que eles vão ter que passar e poderão pagar muito caro na próxima eleição. A representação política cai por água abaixo. Um Congresso desconectado com as vontades dos seus eleitores, não é um Congresso representado, é a vontade política daqueles que querem continuar, sem o desejo da maioria. Ao invés de melhorar acaba piorando a tão arranhada imagem da classe política brasileira.

Uma coisa eu não tenho dúvida, esta reforma política vai prejudicar os bons políticos, os homens sérios que ainda restam no Congresso. Essa turma que faz farra com passagens aéreas, com verbas indenizatórias, com notas fiscais sem comprovantes, que não têm nenhum respeito por seus eleitores, do tipo daquele parlamentar que está “se lixando para a opinião pública”, pretende nivelar por baixo os políticos que ainda honram o Mandato Parlamentar e continuar jogando todos os dias o Congresso Nacional na lama. Aprovar esta proposta, sem um amplo debate nacional dos pontos mais polêmicos, é um golpe político no povo brasileiro.

Texto: João Maria Cavalcanti - Mediador

Pergunta:

O que você acha da proposta de Reforma Política? Seu Deputado é a favor ou contra essa proposta?

PROPOSTA DE REFORMA POLÍTICA - I.

9 de maio de 2009

Congresso NacionalEstá lançado o debate, os políticos tradicionais estão se preparando para dar mais um golpe nos pobres eleitores brasileiros. Como se não bastasse a farra que fizeram com as passagens aéreas, gastos de gabinetes sem prestação de contas, os senhores parlamentares estão querendo empurrar de goela abaixo do cidadão brasileiro, um Projeto de Reforma Política do tempo em a eleição do administrador público era decidida numa lista tríplice. Essa proposta de votar numa lista de candidatos só pode ser mais uma piada de mau gosto.

O cidadão brasileiro, que já é obrigado a votar, não vai poder mais escolher o seu candidato a Deputado Federal, Estadual ou Vereador se essa proposta passar no Congresso. Ele vai ter que votar numa lista, onde só vai aparecer aquele candidato que é de confiança do presidente do partido, candidato a reeleição, ou aquele candidato que é “puxador de votos”. Esse candidato, todos eles querem. Isto sem contar que você vai ser obrigado a votar em candidato recheado de processos penais, ladrão dos cofres públicos e todos aqueles que têm contas a acertar com a justiça. Esses se escondem sob o manto da democracia, misturado aos bons políticos para enganar o povo brasileiro. Ora, se nós, pobres eleitores, não acompanhamos o mandato de nosso parlamentar, imagine como será se essa reforma passar, onde o eleito não terá nenhum compromisso com o eleitor.

A intenção desta proposta, certamente, é para impedir a renovação do Congresso, que a cada eleição representa um número muito elevado de deputados que não se reelegem. O voto em lista vai impedir essa renovação, uma vez que os deputados são candidatos naturais e todos os outros candidatos irão trabalhar para reelegê-lo, isto é óbvio. Lembro-me agora da frase famosa do presidente Lula: “nunca na história deste país”…., o Congresso Nacional esteve tão sujo.  A aprovação desta proposta macula o Congresso Nacional mais uma vez, mas é a garantia de reeleição desses políticos que não tem quase, ou nenhuma ação parlamentar para apresentar a seus eleitores. A certeza de que irão voltar ao cenário político fará com que, através de um acordo de cavalheiros, eles aprovem essa proposta.  

Texto: João Maria Cavalcanti - Mediador

Pergunta:

O que você acha da proposta de Reforma Política? Seu Deputado é a favor ou contra essa proposta?

A FARRA DAS PASSAGENS AÉREAS.

23 de abril de 2009

Congresso NacionalO escândalo do uso irregular de passagens aéreas por deputados e senadores maculou novamente o Congresso Nacional. Os parlamentares usam suas cotas de bilhetes para distribuir a parentes, namoradas, amigos e até artistas — caso de Fábio Faria, que deu suas passagens para ex-namorada Adriane Galisteu, sua mãe, entre outros. A crise de identidade da Câmara se aprofundou entre os parlamentares após a farra das passagens aéreas, pagas com dinheiro público, ultrapassando a esfera da falta de ética para a ilegalidade pública.

O que está acontecendo com o Congresso? É uma crise atrás da outra, será que vale a pena perguntar? Será que teremos uma resposta convincente para justificar nossa indignação? O pior é que esta nova crise, palavra banalizada por todos, nos dá a sensação mais uma vez de impotência diante da perplexidade do fato e não mais a versão sobre os fatos. A única explicação para essas enxurradas de escândalos no congresso é que os parlamentares querem nos humilhar, acabar com nossas esperanças na democracia. Envergonhar seus eleitores diante da grande mídia nacional passou a ser uma prática comum entre eles.

São tantas as mordomias que acabamos ficando escandalizados com os excessos cometidos e não mensuramos o valor das mordomias garantidas por lei: verbas indenizatórias; notas fiscais sem comprovante; passagens de artistas famosos para orgias carnavalescas; celulares onde o céu é o limite, etc. E não deve parar por ai, logo aparecerá outro escândalo. Eu pergunto ao nobre deputado das passagens famosas, se ele não fica constrangido diante desse escândalo? Acredito que não, foi eleito pra isso, para o sucesso. Que vergonha o povo do RN está passando neste momento. Primeiro gozaram com nossa cara em eleger um deputado global. Agora, constatada a gozação, estamos pagando pela má escolha que fizemos.  

Por que me incluo e digo nós? Porque somos todos criadores da causa desse problema, por absoluta falta de prática democrática. Somos os culpados pela incapacidade dos deputados e senadores raciocinarem diante da insensatez democrática. Ficamos inertes diante da agressividade ao erário público. Somos omissos, na medida em que, nada fazemos para esclarecer o povo, quando percebemos que na intenção política de determinadas candidaturas, têm o objetivo principal de comprar um mandato parlamentar.

Acredito que para barrar esse tipo de abuso dos parlamentares, será necessário trazer de volta a ordem do dia, o debate sobre a aplicação da Lei, que tipifica como crime no Código Eleitoral, quem vende o seu direito de cidadania, o direito ao voto, ou dele tira vantagem. Mas, ainda é muito insipiente esse debate. Esta conscientização é necessária, pois parte da população condena a corrupção dos políticos, ao mesmo tempo em que dela participa ao aceitar ou solicitar vantagens. A atividade do corruptor é fomentada pela indiferença ou conivência do eleitor.

Texto: João Maria Cavalcanti - Mediador

Como você se comporta diante deste cenário?

Pergunta:

 

OFENSA AO PRINCÍPIO DA FINALIDADE PÚBLICA.

6 de abril de 2009

Inicio este texto, que por sinal chegará a uma conclusão bastante interessante, dando destaque a um trecho da obra de um dos principais doutrinadores do Direito Administrativo e do Direito Municipal brasileiro, o Jurista Hely Lopes Meirelles. Ele diz que: “os fins da administração pública resumem-se num único objetivo: o bem comum da coletividade administrada. Toda atividade do administrador público deve ser orientada para esse objetivo. Se dele o administrador se afasta ou desvia, trai o mandato de que está investido, porque a comunidade não institui a Administração senão como meio de atingir o bem-estar social. Ilícito e imoral será todo ato administrativo que não for praticado no interesse da coletividade”. 

É interessante destacar que toda atuação do administrador público se destina a atender o interesse público e garantir a observância das finalidades institucionais. Esta é a regra, ou seja: a finalidade pública objetivada pela lei é a única que deve ser perseguida pelo administrador.  É igualmente interessante observar que o interesse público tem supremacia sobre o interesse individual, mas essa supremacia só é legítima na medida em que o público é atendido. Ao atribuir competência ao Administrador, a lei tem uma finalidade pública específica. O administrador, praticando o ato fora dos fins, pratica desvio de finalidade, uma vez que não atende o fim público.

Por que estou fazendo este comentário com terminologia jurídica? Com ele, posso embasar um desvio de finalidade que está ocorrendo na maioria das prefeituras do estado. Vocês devem ter observado que virou moda o prefeito fazer um pórtico de entrada na cidade. Ditados como: “Foi bom você ter vindo; obrigado e volte sempre”. Este e outros estão em muitas cidades. Nada contra os Pórticos de Entrada, mas colocar uma cabine de recepção com toda estrutura de apoio em uma das entradas da cidade, é algo que o comentário acima destaca com toda clareza; um desvio de finalidade pública. O que este(a) recepcionista vai fazer? Receber os visitantes da cidade? Sejam bem-vindos, podem entrar, é isto que eles vão fazer?  Qual é a finalidade de uma cabine desta? Será que esses prefeitos não sabem da existência deste princípio e podem ser responsabilizados por esses desvios de função pública?        

Texto: João Maria Cavalcanti - Mediador

Pergunta:

Seu Prefeito está gastando o dinheiro público corretamente?

GESTORES DE CONHECIMENTO NO LUGAR DE POLÍTICOS TRADICIONAIS.

29 de março de 2009

Eles já aparecem nos estados como uma nova geração de administradores que usam soluções inspiradas na iniciativa privada para melhorar o serviço público, mas ainda são poucos. A razão de esses gestores assumirem um papel estratégico nos últimos anos foi uma imposição da realidade da economia brasileira. Com a estabilização econômica, a crise financeira dos estados ficou mais visível. Somada à Lei de Responsabilidade Fiscal de 2001, que impede o aumento indiscriminado de gastos, a situação obrigou os governantes a procurarem alternativas para gerir de modo mais eficiente e mais eficaz as políticas administrativas.

Atualmente, no cenário administrativo, é possível identificar situações em que já aparecem resultados de mudanças significativas na gestão de alguns municípios ou estados brasileiros. A escolha de auxiliares técnicos capacitados em gestão estratégica no lugar de políticos tradicionais, e ou, indicações políticas, está entre os principais motivos de acertos de determinados governantes. Esses auxiliares fazem parte de uma nova e ainda restrita geração de administradores públicos que tem ajudado a modificar a forma de governar no país.

Com formação especializada e um perfil híbrido, que alia conhecimento técnico e habilidade política, esses novos gestores públicos estão sendo responsáveis pela mudança de pensamento em muitos estados e são definidos por estudiosos de gestão pública como empreendedores de políticas. Munidos de conceitos como: gestão de qualidade no serviço público; controle e planejamento estratégico; transparência na gestão; gestão participativa; inovação na gestão; gestão para resultados; meritocracia e tantos outros conceitos modernos que até pouco tempo eram exclusivos da iniciativa privada, os novos gestores públicos serão, sem dúvida, a saída que a sociedade irá buscar no futuro bem próximo para gerir os municípios brasileiros e torná-los mais eficazes na promoção de políticas públicas. Essa nova demanda da sociedade exigirá um novo formato das instituições públicas, novas relações de oferta de serviços públicos e uma nova cultura do setor público, tendo o cidadão como destinatário da ação pública.

Texto: João Maria Cavalcanti - Mediador

Pergunta:

Como são as indicações políticas no seu município?

VIA LIVRE, UMA SOLUÇÃO ADEQUADA?

19 de março de 2009

O tema de maior recorrência, hoje na grande imprensa de Natal e em qualquer escritório, ou mesmo em qualquer botequim, ou em pequenos comércios, é o que trata da Via Livre de Natal. O Projeto prevê que até dezembro a Secretaria Municipal de Transporte e Trânsito Urbano (STTU) pretende implantar o projeto Via Livre – que proíbe estacionar na faixa da direita nas avenidas Romualdo Galvão (já implantado) e av. Jaguarari (em implantação), como também nas Avenidas Presidente Bandeira,  Afonso Pena e rua São José. 

Ora, vamos fazer aqui poucas conjecturas para entrar também neste debate. Se o Projeto prevê a proibição na faixa da direita, isto quer dizer, sem muita dedução, que está proibido estacionar nas duas faixas; direita e esquerda, uma vez que o veículo volta pela outra faixa. Não quero entrar no mérito do projeto, mas todo cidadão natalense é consciente que o trânsito de Natal, hoje é caótico. Isto, provavelmente herdado da gestão anterior da secretaria de transporte (STTU), que criou inúmeros gargalos em quase todas as ruas de alto fluxo de veículos.

Mas, a solução é esta? E os comerciantes que ficam nestas ruas, como vão sobreviver, se ninguém pode parar para comprar? Por que a nova secretaria não faz um trabalho para retirar esses gargalos de forma à jusante, de dentro pra fora, antes mesmos de concluir a Via Livre? Tem sentido os retornos de sinais terem sido prolongados, de maneira que os carros passam um pelo outro, aumentando a quantidade de veículos na mesma rua? Por que a Via Livre não libera um lado para estacionamento no contra fluxo, em horário determinado? Está totalmente livre e é simples de executar. Assim agradaria a todos; comerciantes e cidadãos que também precisam estacionar para efetuar suas compras em padarias, farmácias, botequins, etc. O debate está aberto a sugestões e que serão enviadas a STTU.

Texto: João Maria Cavalcanti - Mediador

Pergunta:

O que você acha do Projeto Via Livre?

ORIENTAÇÃO PARA PROCEDIMENTO NO BLOG.

11 de março de 2009

Queremos agradecer aos inúmeros e-mails enviados para este Blog, com solicitação de pauta, denúncias e comentários com conotação de matéria. Informamos que o Blog não tem a finalidade de fazer matérias jornalísticas, até porque o mediador não tem formação nessa área acadêmica, como também não tem interesse em fazê-la. Para as solicitações de pauta, que não são acompanhadas de texto referencial, o Blog se compromete a fazer a pesquisa e postar o assunto. Esse procedimento é de nosso interesse. Mas, para publicar uma matéria com denúncia, é necessário que venha precedida de um texto, inclusive de quem assina o texto, o que torna mais difícil, em se tratando de denúncia administrativa.  Não podemos fazer de outra forma, pois as regras para preservar a fonte da denúncia não se aplicam a este blog, uma vez que o mesmo é um blog de debate e de sugestões. Ademais, se o Blog publicar uma matéria recheada de denúncia, sem a assinatura do denunciante, assume automaticamente a responsabilidade da denúncia, o que não é o nosso objetivo.

Atenciosamente,

João Maria Cavalcanti - Mediador

CONSELHOS MUNICIPAIS – Participação e Controle Social.

11 de março de 2009

O controle social pode ser feito individualmente, por qualquer cidadão, ou por um grupo de pessoas. Os conselhos gestores são canais efetivos de participação social, na formulação e implementação de políticas públicas de formas inovadoras de gestão que permitem o exercício de uma cidadania ativa, incorporando as forças vivas de uma comunidade à gestão de seus problemas, podendo apontar soluções. Os conselhos são espaços públicos de composição plural e paritária entre Estado e sociedade civil, de natureza consultiva, e ou, deliberativa nas três instâncias de governo; federal, estadual e municipal. De maneira que, para cada conselheiro representante do Estado, haverá um representante da sociedade civil. No entanto, tem sido muito difícil implementar os conselhos e garantir no seu desempenho, um papel eficaz na democratização das políticas, uma vez que o perfil dos conselheiros não condiz com a realidade dos municípios. Ainda que possam ser considerado modelo de democracia participativa, os conselhos gestores públicos são espaços frágeis e precisam ser constantemente estimulados pelo poder público e pela sociedade civil.

Apresento para análise e debate as responsabilidades de alguns Conselhos:

 

Conselho de Alimentação Escolar

Controla o dinheiro para a merenda. Parte da verba vem do Governo Federal. A outra parte vem da prefeitura. Verifica se o que a prefeitura comprou está chegando nas escolas. Analisa a qualidade da merenda comprada e verifica se estão bem guardados e conservados.

 

Conselho Municipal de Saúde

Controla o dinheiro da saúde. Acompanha as verbas que chegam pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e os repasses de programas federais. Participa da elaboração das metas para a saúde.

Controla a execução das ações na saúde. 

 

Conselho de Controle Social do Bolsa Família

Controla os recursos do Programa. Verifica se as famílias do Programa atendem aos critérios para fazer parte. Verifica se o Programa atende com qualidade às famílias que realmente precisam. Contribui para a manutenção do Cadastro Único.

 

Conselho de Educação

Acompanha e controla a aplicação dos recursos e como está sendo gasto. A maior parte da verba é para pagar os salários dos professores. O restante é para pagar funcionários da escola e para comprar equipamentos escolares (mesas, cadeiras, quadros-negros, etc.).

Supervisiona anualmente o Censo da Educação.

Controla também a aplicação dos recursos do programa Recomeço (Educação de Jovens e Adultos) e comunica ao FNDE a ocorrência de irregularidades.

 

Conselho de Assistência Social

Acompanha a chegada do dinheiro e a aplicação da verba para os programas de assistência social. Os programas são voltados para as crianças (creches), idosos, portadores de deficiências físicas. O conselho aprova o plano de assistência social feito pela prefeitura.

Matéria informativa: João Maria Cavalcanti

Pergunta:

Como se comportam os conselhos de sua cidade? Eles existem? Como se compõem?

ACOMPANHE A ATUAÇÃO PARLAMENTAR DOS DEPUTADOS FEDERAIS.

5 de fevereiro de 2009

A Câmara dos Deputados disponibilizou o serviço Acompanhe seu Deputado, no qual o cidadão interessado poderá receber todas as informações sobre a atuação de um ou mais parlamentares. De acordo com a presidência da Casa, o objetivo do canal é tornar a Câmara mais transparente para a população. O cidadão poderá receber quinzenalmente, por e-mail, as informações de interesse de seu parlamentar naquele período, incluindo discursos e pronunciamentos, presença, etc. Como o deputado se posicionou nas votações do plenário e das comissões, projetos de lei e outras propostas que tenha sugerido, além de relatórios que apresentou sobre outras proposições. Para utilizar o serviço é preciso se cadastrar. O cadastro é feito no Portal da Câmara (www.camara.gov.br), através dos links Deputados ou Transparência. Depois, é só selecionar o deputado que quer acompanhar e preencher os dados pessoais. Muita gente não se lembra em quem votou na última eleição para deputado federal.

Matéria informativa: João Maria Cavalcanti

Pergunta:

 

Você sabe como anda o mandato do Deputado Federal que você votou?

O QUE SE ESPERA DOS NOVOS PREFEITOS

30 de dezembro de 2008

“Política não deve ser uma profissão e que a democracia degenera quando isso acontece”. Depois dessa citação de Schumpeter, posso dizer que as cidades do RN estão necessitando mais de iniciativas de gestão do que políticas. Os novos prefeitos eleitos ou reeleitos deveriam comporta-se mais como empreendedores públicos, homens de visão estratégica e não como negociadores políticos. Mas, não é bem assim, eles procuram ser comparados a um empresário cujo rendimento é o poder, que se mede por votos, cujos votos dependem da sua capacidade de satisfazer interesses de eleitores. Este é o grande debate.

O novo paradigma social preconiza que o povo não precisa de prefeito, pelo menos no sentido convencional, mas, sim, de um Gestor Público. O próprio termo “prefeito” dá uma conotação mista de patrimonialismo, como era visto no Império Romano. Muitos prefeitos vêm da iniciativa privada, onde se pode fazer tudo o que a lei não proíbe, mas agora foram eleitos para a administração pública, onde só se pode fazer o que a lei autoriza. Em alguns municípios, o que era pra ser algo dinâmico e moderno, em verdade é a personificação do que há de mais negativo na arte de administrar. Alguns prefeitos deixarão prefeituras sucateadas, onde, em proporção alarmante, têm se desempenhado muito mal no que diz respeito à eficiência e probidade na gestão dos recursos municipais. E aqui reside uma coisa muito importante que é a honestidade pública. O prefeito deve ser honesto, no sentido de fazer tudo com absoluta transparência e estabelecer formas de participação do cidadão na gestão do município. Esse é o grande desafio.

Para tanto, é preciso lembrar que os novos prefeitos, devem saber que o Decreto Lei 201/67 enumera 23 tipos de crimes tipificados de responsabilidade de prefeitos, entre eles o de não prestar contas ao Tribunal de Contas. Há uma recomendação que todos os prefeitos trabalhem  no mínimo com dois livros sobre a mesa, a Constituição Federal e o Manual de Direito Administrativo do professor Hely Lopes Meirelles, consultando-os quando tiver em dúvida sobre a tomada de decisão.  Para reverter essa situação, aqueles que assumirão as prefeituras em janeiro de 2009 precisarão tomar medidas efetivas para ampliar as condições de controle sobre suas administrações, gerando expectativas de introdução de melhores mecanismos de transparência na aplicação dos recursos.

Para auxiliar o debate, recomendo o acesso ao Portal Transparência que realizou um diagnóstico sobre práticas de corrupção.

 

Texto: João Maria Cavalcanti.

 

Pergunta:

O que você espera do prefeito eleito da sua cidade?

BR-226 - TRECHO SERRA DO DOUTOR. UM DESSERVIÇO PÚBLICO E PREJUÍZO AO USUÁRIO.

12 de dezembro de 2008

BR-226Tornar a gestão pública mais eficiente é um desafio antigo. Esta atitude é alvo de várias iniciativas de governos estaduais, no sentido de melhorar a qualidade dos serviços públicos prestados a população. Observe que sempre tentarei buscar elementos balizadores para respaldar o texto na forma da Lei, para não incorrer no risco de fazer críticas, sem amparo legal.  Os Princípios Constitucionais darão o respaldo legal que desejo a quase todos os textos. Desta vez, destacarei o Princípio da Eficiência que é fazer mais e melhor, com os recursos disponíveis, já que são escassos na maioria dos municípios. Esse é o desafio maior. Eficiência é um princípio claramente republicano, que tem por finalidade o aproveitamento dos recursos dos cidadãos em seu próprio benefício e impõe ao agente público à obrigação de realizar o serviço com presteza, rendimento funcional e com o fim a que se destina. A idéia da eficiência aproxima-se indiscutivelmente da idéia de economia para o estado e está ligado a eficácia do serviço ao cidadão.  

Trazendo esta idéia para o serviço de recuperação de estrada, que está sendo executado na BR-226, que liga Natal a Currais Novos/RN – trecho: Serra do Doutor, você vai observar que isto não ocorre. Lá esse Princípio é completamente ignorado. Parece até que o jogo de quebra-cabeças, aliás, de “tapa- buracos” não se completa. Isto por ineficiência do estado, na sua fiscalização da obra? Talvez, pode estar ocorrendo. Por incompetência de quem recupera o asfalto? Pode ser provável. Mas, de uma coisa tenho certeza: aquele trecho é uma fábrica de recursos públicos jogados fora, sem o fim do serviço que deveria ser prestado ao usuário. É uma coisa impressionante: eles consertam um pedaço de um trecho e deixam um buraco aberto, ao lado, para depois virar uma cratera e novamente ser consertado, dias depois. Isto acontece religiosamente, toda semana.

A perspectiva da eficácia do serviço público deve está balizada na realização do serviço e na satisfação do usuário pelo serviço prestado. Se isto não ocorrer, no mínimo alguma coisa deve está errada.

Texto: João Maria Cavalcanti.

Foto Ilustrativa da BR-226

Pergunta:

O que você faz para denunciar esse tipo de desserviço público?

TRANSPARÊNCIA NA PRESTAÇÃO DO SERVIÇO PÚBLICO.

26 de novembro de 2008

A experiência de inovação na administração pública é ainda, uma história de final muito aberto quando se trata de debater este assunto polêmico, onde envolve prestação de contas do serviço público por entes públicos. Isto vem provocando calorosas discussões sobre as estratégias adotadas neste campo, a partir de lições de outras experiências adotadas por novos gestores na administração pública. Entendendo que políticas públicas, é o conjunto de diretrizes, estratégias, programas e ações desenvolvidas pelo poder público, com o objetivo de universalizar o acesso a todos os cidadãos e seus direitos; econômicos, sociais, culturais e ambientais, parto do pressuposto que é difícil acreditar que nos dias de hoje, a prestação de contas no serviço públicos seja ainda tão incipiente, do ponto de vista da evolução da informação.

Só aos poucos é que estão surgindo experiências que sinalizam a possibilidade de se implementarem políticas de democratização da gestão pública, no sentido de melhorar a qualidade dos serviços prestados e, consequentemente, as condições de vida da população. O intercâmbio de experiências institucionais a partir da disseminação de boas práticas de gestão tem sido uma das principais tendências da gestão contemporânea, na perspectiva do desenvolvimento organizacional, notadamente experiências que tratam de transparência de gestão pública.

Para isto, notamos um fortalecimento de canais de relacionamento com a sociedade a partir de iniciativas orientadas para melhoria na formulação das políticas públicas na busca de maior participação do cidadão com a introdução de mecanismos de controle social, melhoria na entrega de serviços públicos, e fundamentalmente, na necessidade dos gestores públicos prestem informações sobre os recursos que estão sendo aplicados com absoluta transparência. Isto pode ser feito através da disponibilidade de informações sobre todas as atividades financeiras que o município venha contratar em substituição a burocracia formalista. Este quadro desafiador requer uma estratégia de transformação da gestão pública, concebida e implementada de forma consensuada, com vistas à construção de um novo perfil de Gestão Pública.

O objetivo deste artigo é debater os caminhos utilizados pela administração pública para realizar uma gestão mais transparente nas suas ações. Como mecanismo de análise, apresentamos a Lei 9.452, de 20 de março de 1997, onde, a priori, já deveríamos ter conhecimento de sua existência. A lei obriga as prefeituras a informarem aos partidos políticos, sindicatos de trabalhadores e entidades empresariais, todas as liberações de recursos federais para o município. O interessante aqui é saber que mecanismo pode se utilizado para cobrar dos gestores públicos transparência na aplicação desses recursos.

 

Texto: João Maria Cavalcanti

Na sua cidade, a administração do seu Prefeito é transparente? O que faz o prefeito para prestar contas?

Dados orientadores do debate.

LEI Nº 9.452, DE 20 DE MARÇO DE 1997.

Determina que as Câmaras Municipais sejam obrigatoriamente notificadas da liberação de recursos federais para os respectivos Municípios e dá outras providências.       

O PRESIDENTE DA REPÚBLICA Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei:

Art. 1º Os órgãos e entidades da administração federal direta e as autarquias, fundações públicas, empresas públicas e sociedades de economia mista federais notificarão as respectivas Câmaras Municipais da liberação de recursos financeiros que tenham efetuado, a qualquer título, para os Municípios, no prazo de dois dias úteis, contado da data da liberação.

Art. 2° A Prefeitura do Município beneficiário da liberação de recursos, de que trata o art. 1° desta Lei, notificará os partidos políticos, os sindicatos de trabalhadores e as entidades empresariais, com sede no Município, da respectiva liberação, no prazo de dois dias úteis, contado da data de recebimento dos recursos.

Art. 3° As Câmaras Municipais representarão ao Tribunal de Contas da União o descumprimento do estabelecido nesta Lei.

Art. 4° Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.

Art. 5° Revogam-se as disposições em contrário.

Brasília,  20  de março de 1997; 176º da Independência e 109º da República.

FERNANDO HENRIQUE CARDOSO

Pedro Malan

 

Pergunta: